A visão religiosa é uma clara manifestação da luta de classes e um instrumento de dominação da elite. Nessa atual onda de politicamente corretos, um aspecto dessa instituição se ressalta: a verdade individual ou crença individual. Ignorando o compromisso com a verdade, se prega que uma pessoa tem direito de acreditar no que bem entender. Não discordo, mas repudio o uso disso como arma política.
Explico: várias hipóteses já foram confirmadas cientificamente, ao exemplo da evolução das espécies. Entretanto, a religião não aceita esse fato. Os cristãos evangélicos, por exemplo, chegam a nem mesmo aceitar o ensino do conteúdo nas escolas. Para mim, o Estado, a educação e tudo o mais que não seja de interesse somente particular deve-se preocupar com a verdade e nada mais. Por isso, ao meu ver, a laicização de um país é extremamente importante.
Preocupar-se com crenças em uma legislação ou em qualquer outro âmbito público é uma imbecilidade. Deve-se ter um compromisso com a verdade.
Quando algo é comprovado e um indivíduo não aceita, clamando que não acredita, que acredita em outra coisa, isso é dominação, subordinação ideológica. Ideologia não é opção política; ideologia é uma justificativa para um dado estado de dominação. Para exemplificar o que disse: é já comprovado que a terra tem mais que quatro bilhões de anos de idade. O Velho Testamento, entretanto, dá ao planeta pouco menos de 5800 anos, a suposta data da criação, e há pessoas que acreditam nisso, embora provadas erradas. Isso é a verdade individual, a dominação ideológica, falta de compromisso com a verdade.
Cada um acredita no que quiser? Claro. Mas que não se use isso como arma política e nem que se considere no exercício da política em si, da educação e, como eu disse, das outras atividades e resoluções públicas. Não se pode esconder a verdade em função da crença, doa o que doer.
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